O Batalhão de Policiamento Ambiental realizou mais uma etapa da ‘Operação Resgate’, no início da manhã desta quarta-feira (13), nos bairros dos Bancários (Zona Sul), e Jaguaribe (Zona Oeste), em João Pessoa. Entre os animais silvestres recuperados estão uma arara e uma iguana. Por lei, elas não podem ser mantidas em cativeiros.
De acordo com o comandante Paulo Sérgio, no “mercado negro do tráfico de animais”, a arara da espécie encontrada em uma residência no bairro dos Bancários está avaliada em até R$ 20 mil. Além da iguana e da arara, também foram apreendidos dois pássaros (Coleira), que foram pegos em Jaguaribe.
Os animais recuperados foram levados ao setor de triagem e avaliação do Batalhão de Policiamento Ambiental. Após análise de médicos veterinários, podem ser reinseridos na natureza. Paulo Sérgio alerta para que a população denuncie, caso percebam a manutenção de animais silvestres em cativeiros. “Orientamos para que liguem no número 190 e denunciem. Lembramos ainda que não tentem capturar os bichos, pois, eles podem ficar feridos”.
Durante a operação realizada nesta quarta-feira (13), nenhum dos proprietários dos animais foi detido, pois entregaram os bichos à polícia sem resistência, caso contrário, poderiam ser enquadrado na lei e submetidos ao pagamento de multa que varia entre R$ 500 e R$ 5 mil, e reclusão de até um ano.
Arara-vermelha
A arara-vermelha (Ara chloropterus) é uma ave psitaciforme, nativa das florestas do Panamá a Santa Catarina, Paraguai e Argentina. A sua alimentação é baseada em sementes, frutas, coquinhos.
A arara-vermelha mede até 90 centímetros de comprimento e pesa até 1,5 quilo. Cada postura é composta por ovos de 5 centímetros, incubados por 29 dias.
O ninho dessa arara é feito em ocos de árvores, mas ela também se aproveita de buracos em paredes rochosas para colocar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea, que fica no ninho.




