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Capes anuncia bloqueio de mais de 300 bolsas de pós-graduação na Paraíba

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), irá
congelar 2.724 bolsas de mestrado e doutorado a partir de junho. O
objetivo é, com esta e outras ações, cumprir o contingenciamento de R$
300 milhões previstos para a Capes em 2019. O congelamento não afeta as
bolsas em vigor, os bolsistas atuais não serão prejudicados. 

Ao todo, serão congeladas 2.331 bolsas de mestrado, 335 bolsas de
doutorado e 58 de pós-doutorado. Segundo a autarquia, 330 programas
serão afetados. A medida que os atuais bolsistas concluírem as
pesquisas, as bolsas deixarão de ser ofertadas.

As bolsas congeladas são de cursos que obtiveram nota 3 – em uma
escala que vai até 7 – em duas avaliações consecutivas da Capes, o que
significa que estão há quase dez anos com essa nota.

Além disso, terão bolsas contingenciadas cursos avaliados com a nota 4
na Avaliação Trienal de 2013, que caíram para nota 3 na Avaliação
Quadrienal de 2017. Esses cursos terão 70% das bolsas suspensas.

“[A nota 3] é a menor nota possível para o curso em vigor. Esses
programas estão no limite da qualidade e, como já estão há dez anos com
essa nota, estão sendo avaliados e estão sendo despriozados para novas
bolsas”, diz o presidente da Capes, Anderson Correia.

A Amazônia Legal, que engloba toda a região Norte, Mato Grosso e
Maranhão, terá critérios especiais para resguardar a política de redução
de assimetrias regionais. Os cursos nota 3 nessa região terão 35% das
bolsas suspensas. Segundo Correia, “pelo impacto social e econômico para
a região e para o país”.

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