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Vieira encontra Rubio nos EUA após vitória de Lula e fuga de Flávio

Os dois chefes das diplomacias de Brasil e EUA se encontraram no coquetel de recepção de boas-vindas à reunião de ministros de Relações Exteriores do G20, grupo que reúne as principais economias do planeta, na noite de sexta-feira (30).

Como está na presidência do G20 em 2026, a Casa Branca realiza a reunião de chanceleres em Atlanta entre a sexta-feira (30) e o sábado (31) para debater temas da geopolítica, do mercado de energia e das cadeias de suprimentos globais.

A conversar de Marco Rúbio e Mauro Vieira ocorre em um contexto diplomaticamente delicado, uma vez que o presidente Donald Trump evitou reconhecer a vitória de Lula nas eleições e deu permissão para Flávio Bolsonaro – que evita reconhecer a derrota – para entrar nos EUA após a Justiça brasileira proibir a saída do senador do país.

Parlamentares democratas de oposição à Trump enviaram carta à Rubio questionando sobre a suposta ajuda da Casa Branca à viagem de Flávio Bolsonaro até os EUA. O senador deixou o Brasil em meio a investigações contra ele por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Flávio nega qualquer irregularidade.

Durante a sexta-feira (30), Mauro Vieira participou da sessão de abertura do encontro de chanceleres do G20 e teve reuniões bilaterais com ministros de relações exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, do Reino Unido, Ed Miliband, e da Polônia, Radosław Sikorski.

Os três chanceleres cumprimentaram Vieira pela conclusão do processo eleitoral no Brasil e pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo divulgou o Itamaraty em uma rede social.

“Jaishankar [chanceler indiano] cumprimentou Mauro Vieira pela conclusão do processo eleitoral no Brasil. O indiano pediu transmitir ao Presidente Lula as calorosas congratulações do Primeiro-Ministro Narendra Modi pelo triunfo eleitoral”, escreveu o ministério.

Derrotado nas urnas no dia 25 de outubro, Flávio deixou o país após a Polícia Federal pedir o confisco do passaporte do parlamentar por entender que ele poderia fugir em função dos processos que enfrenta na Justiça.

O senador fluminense é investigado sobre o pagamento de R$ 60 milhões feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master para supostamente fazer um filme Dark Horse, que conta a história do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em outro processo, a PF investiga as relações do político do PL com o advogado Willer Tomaz, dono de bet acusado de lavagem de dinheiro e de envolvimento na fraude do INSS de desvio de aposentadoria e pensões. Willer teve mais de R$ 6 bilhões bloqueados pela Justiça. 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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